No meio do caos, uma dor
no meio do amor, uma cor
Num breu celestial
uma solidão que mata
uma solidão que falta
senhor que maltrata
que mata sem faca
que foge pela estrada pacata
Visões do além
que vem
me olha e me contém
Que chega e fica
me olha e me anima
suspira sem mira
que ofusca sua rima
Falta um olhar aqui
não quero ter que fugir
sem ninguém, sem ti
Vivo por esperar seu olhar
vivo por ter que te encontrar
sinto sua vida me tocar
Com sorte e sem toque
com fome da morte
vejo além, vamos para o norte
Venha solidão
tenho em mãos um lampião
lhe amo, sem pisar ao chão
crio asas, a imaginação
Seu rosto quero tocar
quero em seu rosto vagar
seus olhos, olhar
e então me apaixonar
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