terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ouça


Ouça a fúria dos céus
Mas ainda sim ele sorri com raios lá no horizonte ...
Sinto os erros escorrerem pelo meu corpo nesse banho de chuva
O olhar inocente de anos atrás entram pelo bueiro abaixo
Sinto os sentimentos da nova era
O poder de cobiçar um amor invisível
Nunca um homem no mundo será feliz
Nunca uma paixão será o bastante
Nunca o poder da mudança, lhe consumirá
Palavras residentes em mente, se desfazem num piscar
Não existe um segredo para a felicidade
Não existe um dicionário ou uma enciclopédia que nos decifrará
Os magos já podem se matar, as feiticeiras já sumir
Pozinho mágicos já foram extintos de nossa geração carente
Uma geração acanhada pelo medo de perder, pelo medo de aprender
Já o horizonte a tempos se tornou sim um abismo
Jovenzinhos não vão até lá com medo de cair [...]
Eles não se molham na chuva com medo de adoecer
De que adianta sua idade se vives cercado de adultos ?
Adultos vão nos guardar em caixas de alumínio
Vamos explorar o amor, o horizonte está ficando cinza
Será tarde para atravessar o arco-íris depois que a chuva passar
Corra, lá no fim existe um castelo
Lá poderemos ouvir sons de um maravilhoso piano de calda
Órgãos, Arpas, flautas, violoncelos e violinos
No salão principal chove como lá fora
E quando a noite chega, estrelas, constelações iluminaram seu interior
E ao fundo uma linda e suave vóz nos fará dormir.