quinta-feira, 18 de abril de 2013

Indo Além



Sinto muito
Me desculpe por amar
Sinto muito
Me desculpe por odiar
Vida como viver-te?
1, 2, 3, 4 ...
Olhos opacos nessa imensidão de luz
Olhe por todos os lados
Carência, Dor
Alegria, Amor
Renascimento, destruição
Poetas e profetas
Deus e a humanidade
Sinta a dor do nada
Inexistência que te devora
Persistência que se evoca
Prossiga por este corredor
De sombras torpes e fortes
Veja o caminho que se afunila
Pare, pare de caminhar
Pare, pare de ouvir
Pare, pare de falar
Pare, pare de respirar
Para, pare de olhar
Morra só
Fantoche, agora que és só
Lamente, sua inútil carne
Devora o mundo
Agora corre e foge
Das atrocidades e de seu ego
De seu amor, da sua dor
Agora foge contra si
Cria asas encharcadas de sangue
Pois tirastes sua vida
Não é mais como poderias ser
Ouvinte de seu próprio elemento
Ferve seu sangue
Gritas como trombetas do mal
Teu coração
Sinta-se só
Sinta-se só
Sinta-se sem ninguém
Sinto o vazio do mundo
Sou só
Sou Deus
Sou além
Sou ninguém
Miséria, caos
Alento que cria heróis
Alento que depois corroem
E faz filhos, pais e mães gritarem a desgraça aos céus
Somos a glória de nós mesmos
Somos a glória do mundo
Somos monstros de nossos sonhos
Somos pragas de uma geração
Não será monstros ou aliens
Heróis ou exércitos
Não será demónios ou anjos
A água ou o fogo
Terapeutas ou inimigos
Amigos ou aflitos
A cidade ou o campo
O vírus ou a cura
Lágrimas ou gargalhadas

Tudo se confunde
Não é amor que destrói
Não é ódio que ergue
Não é ele ou você

Sou Eu
A vida
A fonte
A iluminação de diversas dimensões
Não preciso ter alguém
Não preciso ser o que queres

Sou sangue
Sou o sol
O mar, do rio me levará
Sou tudo que sou
Sou paixão
Sou forte como rochas
Devoro forças
Sou feito de água
Sou feito de terra, aço, ar, fogo, solidão e paixão
Sou nada
Sou tudo
Tenho vida
Tenho a morte
Verde que me cobre
Transparência que cai do alto
Vejo cor dos sonhos infinitos
Ouço vozes e exércitos das rochas
Coragem que pulsa
Olhe lá embaixo naquele fundo lago
Onde descanso só
Como quero
Como sou
Só, sem nó, sem dó
Como quero
Como sou
Feliz e sem sucesso
Sem mundos e sem planos
Contudo sou humano
Que amo
Que amo