Sinto muito
Me desculpe
por amar
Sinto muito
Me desculpe
por odiar
Vida como
viver-te?
1, 2, 3, 4
...
Olhos opacos
nessa imensidão de luz
Olhe por
todos os lados
Carência, Dor
Alegria, Amor
Renascimento,
destruição
Poetas e
profetas
Deus e a
humanidade
Sinta a dor
do nada
Inexistência
que te devora
Persistência
que se evoca
Prossiga por
este corredor
De sombras
torpes e fortes
Veja o
caminho que se afunila
Pare, pare
de caminhar
Pare, pare
de ouvir
Pare, pare
de falar
Pare, pare
de respirar
Para, pare
de olhar
Morra só
Fantoche,
agora que és só
Lamente, sua
inútil carne
Devora o
mundo
Agora corre
e foge
Das atrocidades
e de seu ego
De seu amor,
da sua dor
Agora foge
contra si
Cria asas
encharcadas de sangue
Pois tirastes
sua vida
Não é mais
como poderias ser
Ouvinte de
seu próprio elemento
Ferve seu
sangue
Gritas como trombetas
do mal
Teu coração
Sinta-se só
Sinta-se só
Sinta-se sem
ninguém
Sinto o
vazio do mundo
Sou só
Sou Deus
Sou além
Sou ninguém
Miséria, caos
Alento que
cria heróis
Alento que
depois corroem
E faz
filhos, pais e mães gritarem a desgraça aos céus
Somos a
glória de nós mesmos
Somos a
glória do mundo
Somos
monstros de nossos sonhos
Somos pragas
de uma geração
Não será
monstros ou aliens
Heróis ou exércitos
Não será
demónios ou anjos
A água ou o
fogo
Terapeutas
ou inimigos
Amigos ou
aflitos
A cidade ou
o campo
O vírus ou a
cura
Lágrimas ou
gargalhadas
Tudo se
confunde
Não é amor
que destrói
Não é ódio
que ergue
Não é ele ou
você
Sou Eu
A vida
A fonte
A iluminação
de diversas dimensões
Não preciso
ter alguém
Não preciso
ser o que queres
Sou sangue
Sou o sol
O mar, do
rio me levará
Sou tudo que
sou
Sou paixão
Sou forte
como rochas
Devoro forças
Sou feito de
água
Sou feito de
terra, aço, ar, fogo, solidão e paixão
Sou nada
Sou tudo
Tenho vida
Tenho a
morte
Verde que me
cobre
Transparência
que cai do alto
Vejo cor dos
sonhos infinitos
Ouço vozes e
exércitos das rochas
Coragem que
pulsa
Olhe lá
embaixo naquele fundo lago
Onde descanso
só
Como quero
Como sou
Só, sem nó,
sem dó
Como quero
Como sou
Feliz e sem
sucesso
Sem mundos e
sem planos
Contudo sou
humano
Que amo
Que amo