... Bela criança
sua face suave adormece
no escuro do mundo,
ingênua
Doce criança
sonha com rosas em seu quintal
risadas suas sonorizam
esse sonho numa noite de inverno
quente em seu cobertor.
Na rua fria
um monstro quer roubar
seu valioso sonho
se disfarce
não deixe monstros
fazerem parte de seu sonho
então é só quimera
quimera meu bem ...
... agora abra os olhos
let it be
let it be.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Da ponte, ao voar .
Perto, sempre do esperado ...
... Sempre perto do esperado.
Espero sempre estar num lugar tranqüilo
num lugar onde não esqueço minhas origens
onde não esqueço tudo o que aprendi e construi .
Espero sempre estar de bom humor
mesmo nos dias em que eu estiver sem um centavo .
Espero sempre estar longe de tristezas do mundo
por instantes esquecer a realidade
e fantasiar um mundo sem magia .
Espero sempre estar perambulando pelas ruas da burguesia
vendo casarões antigos e criando histórias sem sentido .
Ainda espero estar acendendo um cigarro
e bebendo uma dose de rum numa praça tranqüila
onde postes parecem luas e enfeites de halloween .
Ainda espero estar apertado para ir ao banheiro
e rindo de lembranças alucináticas
e paqueras fracassadas .
Espero estar, ainda, visitando aquela ponte
e bem no centro dela apreciando aquela paisagem
que ainda sim esta virando uma selva de pedra
e de segundo plano as arvores
iluminadas pelos grandes postes
de luzes amarelas em meio a avenida .
Enfim, espero estar viajando de cima dela
que mesmo pouco a visitei
ou onde muito pensei e pensei
sobre tudo e sobre nada
e que mesmo muito acima dela
eu possa lembrar e sentir saudades
das coisas do qual não precisei de dinheiro
mas somente de amigos para sorrir .
Ainda espero
que aquela ponte esteja lá
mesmo quando humanos não houver mais
somente para me lembrar
depois esquecer,
e recomeçar, da ponte, ao voar ...
... Sempre perto do esperado.
Espero sempre estar num lugar tranqüilo
num lugar onde não esqueço minhas origens
onde não esqueço tudo o que aprendi e construi .
Espero sempre estar de bom humor
mesmo nos dias em que eu estiver sem um centavo .
Espero sempre estar longe de tristezas do mundo
por instantes esquecer a realidade
e fantasiar um mundo sem magia .
Espero sempre estar perambulando pelas ruas da burguesia
vendo casarões antigos e criando histórias sem sentido .
Ainda espero estar acendendo um cigarro
e bebendo uma dose de rum numa praça tranqüila
onde postes parecem luas e enfeites de halloween .
Ainda espero estar apertado para ir ao banheiro
e rindo de lembranças alucináticas
e paqueras fracassadas .
Espero estar, ainda, visitando aquela ponte
e bem no centro dela apreciando aquela paisagem
que ainda sim esta virando uma selva de pedra
e de segundo plano as arvores
iluminadas pelos grandes postes
de luzes amarelas em meio a avenida .
Enfim, espero estar viajando de cima dela
que mesmo pouco a visitei
ou onde muito pensei e pensei
sobre tudo e sobre nada
e que mesmo muito acima dela
eu possa lembrar e sentir saudades
das coisas do qual não precisei de dinheiro
mas somente de amigos para sorrir .
Ainda espero
que aquela ponte esteja lá
mesmo quando humanos não houver mais
somente para me lembrar
depois esquecer,
e recomeçar, da ponte, ao voar ...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Temo não crer em algo maior que eu
Somos tão tolos
tolos somos por não sabermos
bem no que acreditamos
Acredito em tantas coisas inacreditáveis
Não acredito no que não vejo,
mas temo o que possa ser maior que eu
Sinto-me iluminado pelas estrelas,
sinto-me apagado pelos humanos
Somos tão tolos;
Parece não acabar esse tempo tão curto,
palavras já se esgotaram,
minha boca tão seca está
e tão calado fui nesse tempo tão curto
Devemos nos perguntar o que faremos
além das galáxias
Esperamos aquilo que acreditamos ?
Acreditamos naquilo que nos espera ?
Costumo dizer:
Acredito em tudo
e não acredito em nada disso,
nem mesmo no que creio existir.
A existência é tão falsa,
a desistência é tão corrosiva;
Não desista de existir
Muitos crêem que vão ver a duvida
do que realmente além daqui possa existir
Façam existir suas crenças
Persisto em acreditar no inacreditável,
persisto em acreditar no invisível;
Não creio mais em tudo isso,
em todo esse teatro de figurantes
Creio não crer naquilo que tento crer
Ainda sim acredito
Ainda sim ...
tolos somos por não sabermos
bem no que acreditamos
Acredito em tantas coisas inacreditáveis
Não acredito no que não vejo,
mas temo o que possa ser maior que eu
Sinto-me iluminado pelas estrelas,
sinto-me apagado pelos humanos
Somos tão tolos;
Parece não acabar esse tempo tão curto,
palavras já se esgotaram,
minha boca tão seca está
e tão calado fui nesse tempo tão curto
Devemos nos perguntar o que faremos
além das galáxias
Esperamos aquilo que acreditamos ?
Acreditamos naquilo que nos espera ?
Costumo dizer:
Acredito em tudo
e não acredito em nada disso,
nem mesmo no que creio existir.
A existência é tão falsa,
a desistência é tão corrosiva;
Não desista de existir
Muitos crêem que vão ver a duvida
do que realmente além daqui possa existir
Façam existir suas crenças
Persisto em acreditar no inacreditável,
persisto em acreditar no invisível;
Não creio mais em tudo isso,
em todo esse teatro de figurantes
Creio não crer naquilo que tento crer
Ainda sim acredito
Ainda sim ...
sexta-feira, 12 de março de 2010
Madrugada de Lua cheia
Como sempre para passar o tempo com palavras e risadas
Numa noite como todas as outras
Com uma galera alucinática
Em frente uma igreja num cinza e sereno
No fim da rua empurrando um carrinho cheio de tralhas
e penduradas em seus braços sacolas cheias de latinhas
de onde tira seu sustento à sobrevivência
com sua vestimenta um tanto surrada e um par de calçado já gastos
aproxima-se dessa gente jovem aparentemente distraídos com suas histórias e fatos,
e pedi-lhes as várias latinhas de cerveja
por ali espalhadas pelo chão
mas então fica insegura por pega-las com medo de cometer um pecado
por se tratar de latinhas de bebidas alcoólicas
Indignados, as pessoas que por ali conversavam
tentam convencê-la de que isso não se trata de um pecado
e sim de um favor para a sociedade e para si mesma
em adquirir uns trocados a mais
Convencida, a senhora de aparência sofrida
De pele escura, e dentes mal cuidados de um sorriso tímido
Estufa sua pequena sacola plástica
Debaixo de um luar aconchegante
Essa senhora conta suas crenças e visões perante Deus
Fala sobre sua religião e das pessoas que por falta de amor
Fazem mal ao próximo sem sequer trocarem palavras
Comovidos e espontâneos, os que se encontravam por ali
Reviraram seus bolsos e bolsas
E então deram alguns trocados para aquele ser humilde e encantador
em um só efeito dominó ...
Assim diante dos ouvidos curiosamente atenciosos daquele pequeno grupo
Envolvida pela receptividade desses jovens
Desenrola trechos de sua história sofrida e nada fácil de se escutar
Ainda fala sobre seu filho, que por ela não deixa de ser um belo rapaz
Em meio a todo aquele vento fazendo suas coreografias exuberantes
Em mais uma bela noite de lua cheia de encantos
Aquela senhora de jeito humilde e tímido
Tem tempo de se preocupar com todos aqueles jovens
Sob o manto da noite que porém aos olhos do Homem
Perigoso e arriscado.
Após o desenrolar de muitas palavras ditas
dos lábios dessa senhora;
Chega a hora de se despedir ...
Após abraços e sorrisos calorosos
A imagem de uma senhora de pele escura, dentes avantajados e tortos
De cabelos mal cuidados, roupas e sapatos pouco vistosos
Vai se desfazendo do outro lado da rua
Numa esquina logo a frente
Parece sumir numa visão de embriagues
Parece um sonho sem sentido
Parece ser simplesmente a resposta para tudo na vida
Não sei bem o significado de tudo isso
Nem ao menos que ser era aquele
Fecho os olhos e penso num anjo levantando vôo
Batendo suas asas e formando redemoinhos de vento
Que exalam uma fragrância antes nunca sentida por nenhum homem
E ainda sim me lembro dos braços estendidos a um abraço,
ouvidos atentos e olhos fixos nos de um anjo que conheci
numa madrugada de lua cheia.
Numa noite como todas as outras
Com uma galera alucinática
Em frente uma igreja num cinza e sereno
No fim da rua empurrando um carrinho cheio de tralhas
e penduradas em seus braços sacolas cheias de latinhas
de onde tira seu sustento à sobrevivência
com sua vestimenta um tanto surrada e um par de calçado já gastos
aproxima-se dessa gente jovem aparentemente distraídos com suas histórias e fatos,
e pedi-lhes as várias latinhas de cerveja
por ali espalhadas pelo chão
mas então fica insegura por pega-las com medo de cometer um pecado
por se tratar de latinhas de bebidas alcoólicas
Indignados, as pessoas que por ali conversavam
tentam convencê-la de que isso não se trata de um pecado
e sim de um favor para a sociedade e para si mesma
em adquirir uns trocados a mais
Convencida, a senhora de aparência sofrida
De pele escura, e dentes mal cuidados de um sorriso tímido
Estufa sua pequena sacola plástica
Debaixo de um luar aconchegante
Essa senhora conta suas crenças e visões perante Deus
Fala sobre sua religião e das pessoas que por falta de amor
Fazem mal ao próximo sem sequer trocarem palavras
Comovidos e espontâneos, os que se encontravam por ali
Reviraram seus bolsos e bolsas
E então deram alguns trocados para aquele ser humilde e encantador
em um só efeito dominó ...
Assim diante dos ouvidos curiosamente atenciosos daquele pequeno grupo
Envolvida pela receptividade desses jovens
Desenrola trechos de sua história sofrida e nada fácil de se escutar
Ainda fala sobre seu filho, que por ela não deixa de ser um belo rapaz
Em meio a todo aquele vento fazendo suas coreografias exuberantes
Em mais uma bela noite de lua cheia de encantos
Aquela senhora de jeito humilde e tímido
Tem tempo de se preocupar com todos aqueles jovens
Sob o manto da noite que porém aos olhos do Homem
Perigoso e arriscado.
Após o desenrolar de muitas palavras ditas
dos lábios dessa senhora;
Chega a hora de se despedir ...
Após abraços e sorrisos calorosos
A imagem de uma senhora de pele escura, dentes avantajados e tortos
De cabelos mal cuidados, roupas e sapatos pouco vistosos
Vai se desfazendo do outro lado da rua
Numa esquina logo a frente
Parece sumir numa visão de embriagues
Parece um sonho sem sentido
Parece ser simplesmente a resposta para tudo na vida
Não sei bem o significado de tudo isso
Nem ao menos que ser era aquele
Fecho os olhos e penso num anjo levantando vôo
Batendo suas asas e formando redemoinhos de vento
Que exalam uma fragrância antes nunca sentida por nenhum homem
E ainda sim me lembro dos braços estendidos a um abraço,
ouvidos atentos e olhos fixos nos de um anjo que conheci
numa madrugada de lua cheia.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Cume de sonhos
Via montanhas como se fossem miragens
São meus olhos que destorcem meus sonhos
Quando sonhei que estaria no mais alto cume
Cai do mais profundo sonho
Sobre todas as coisas entenderei
seus sentidos egocêntricos e irredutíveis
No mundo vi de todos os tamanhos
Aqueles desastres n’alma dos seres
Haviam montanhas por todos os lados
E derrubei-as aos poucos com o eco de meus sonhos
Montanhas não são problemas irremovíveis
Por isso sonhei o tempo todo
Todo o tempo estive sobre eles
Sobre eles encarei as vontades alheias
Vontades alheias que por fim estarão de baixo das montanhas
Montanhas que assim não serão miragens
Nem ao menos trincarão com o eco de nossas palavras
pois pensam que não haverá mais
aquela robusta rocha a nossa frente
Apenas vou admirar e explorar sua naturalidade
e talvez nela sonhar mais uma vez
São meus olhos que destorcem meus sonhos
Quando sonhei que estaria no mais alto cume
Cai do mais profundo sonho
Sobre todas as coisas entenderei
seus sentidos egocêntricos e irredutíveis
No mundo vi de todos os tamanhos
Aqueles desastres n’alma dos seres
Haviam montanhas por todos os lados
E derrubei-as aos poucos com o eco de meus sonhos
Montanhas não são problemas irremovíveis
Por isso sonhei o tempo todo
Todo o tempo estive sobre eles
Sobre eles encarei as vontades alheias
Vontades alheias que por fim estarão de baixo das montanhas
Montanhas que assim não serão miragens
Nem ao menos trincarão com o eco de nossas palavras
pois pensam que não haverá mais
aquela robusta rocha a nossa frente
Apenas vou admirar e explorar sua naturalidade
e talvez nela sonhar mais uma vez
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Sentimento que não sei sentir
Esta noite eu chorei
Esta noite eu chorei novamente
Ainda não sei sentir saudades
Ainda não seu sentir a dor do tempo
Serei rejeitado ao passar dos anos ?
Não deixe o tempo passar assim
Meu senhor, vejo em seus olhos
o sofrimento, a angústia, e alegrias repentinas
Na dor da sua alma vejo sua família ir embora
Ó pai, ó pai ...
Não quero ficar preso a maturidade em que chegarei
Descobri esta noite
que a noite passa , esta noite passou
e tão velho estou
Parece não ser saudade esse meu frio
Parece estar aqui meu filho
É tão cedo para ir embora
Da destruição e da miséria
Também pessoas ainda fogem
Da saudade e do “te quero aqui”,
ainda não sei o que é
Minha senhora, ainda está por aqui ?
Mas já penso como ir
Não sei quem primeiro vai partir
Mas enfim ... As lágrimas ficaram por aqui
Agora declaro meu amor ao sol para poder fugir
Esta noite eu chorei novamente
Ainda não sei sentir saudades
Ainda não seu sentir a dor do tempo
Serei rejeitado ao passar dos anos ?
Não deixe o tempo passar assim
Meu senhor, vejo em seus olhos
o sofrimento, a angústia, e alegrias repentinas
Na dor da sua alma vejo sua família ir embora
Ó pai, ó pai ...
Não quero ficar preso a maturidade em que chegarei
Descobri esta noite
que a noite passa , esta noite passou
e tão velho estou
Parece não ser saudade esse meu frio
Parece estar aqui meu filho
É tão cedo para ir embora
Da destruição e da miséria
Também pessoas ainda fogem
Da saudade e do “te quero aqui”,
ainda não sei o que é
Minha senhora, ainda está por aqui ?
Mas já penso como ir
Não sei quem primeiro vai partir
Mas enfim ... As lágrimas ficaram por aqui
Agora declaro meu amor ao sol para poder fugir
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Sou em vão
Sei que não estou só
Arrepios percorrem meu corpo
As sinfonias se desfazem ao tocar meus ouvidos
Sinto sua presença
Tudo tão estranho
Parece acontecer todos os dias
Agora que estou diferente
Sensações sublimes tocam minha espinha
Tento abrir um dialogo contigo
Mas ainda não sei quem é você
Sei que preciso te ajudar
As luzes piscam em forma de códigos
Já não estou confortável em meu sofá
Pareço dono de uma força surreal
Sussurros se aproximam de mim
Não estou preparado para algo assim
Diante de ti, mas sem poder te ver
O que posso fazer ?
Perda de tempo
Não procure por mim
Arrepios percorrem meu corpo
As sinfonias se desfazem ao tocar meus ouvidos
Sinto sua presença
Tudo tão estranho
Parece acontecer todos os dias
Agora que estou diferente
Sensações sublimes tocam minha espinha
Tento abrir um dialogo contigo
Mas ainda não sei quem é você
Sei que preciso te ajudar
As luzes piscam em forma de códigos
Já não estou confortável em meu sofá
Pareço dono de uma força surreal
Sussurros se aproximam de mim
Não estou preparado para algo assim
Diante de ti, mas sem poder te ver
O que posso fazer ?
Perda de tempo
Não procure por mim
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