Ouça a fúria
dos céus
Mas ainda
sim ele sorri com raios lá no horizonte ...
Sinto os
erros escorrerem pelo meu corpo nesse banho de chuva
O olhar
inocente de anos atrás entram pelo bueiro abaixo
Sinto os
sentimentos da nova era
O poder de
cobiçar um amor invisível
Nunca um
homem no mundo será feliz
Nunca uma
paixão será o bastante
Nunca o
poder da mudança, lhe consumirá
Palavras
residentes em mente, se desfazem num piscar
Não existe
um segredo para a felicidade
Não existe
um dicionário ou uma enciclopédia que nos decifrará
Os magos já
podem se matar, as feiticeiras já sumir
Pozinho
mágicos já foram extintos de nossa geração carente
Uma geração
acanhada pelo medo de perder, pelo medo de aprender
Já o
horizonte a tempos se tornou sim um abismo
Jovenzinhos
não vão até lá com medo de cair [...]
Eles não se
molham na chuva com medo de adoecer
De que
adianta sua idade se vives cercado de adultos ?
Adultos vão
nos guardar em caixas de alumínio
Vamos
explorar o amor, o horizonte está ficando cinza
Será tarde
para atravessar o arco-íris depois que a chuva passar
Corra, lá no
fim existe um castelo
Lá poderemos
ouvir sons de um maravilhoso piano de calda
Órgãos,
Arpas, flautas, violoncelos e violinos
No salão
principal chove como lá fora
E quando a
noite chega, estrelas, constelações iluminaram seu interior
E ao fundo
uma linda e suave vóz nos fará dormir.
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