quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Poeira do tempo.

Sob fortes desejos alheios
Me domino ainda mais perante olhos incandescentes
Diante essas mentes dementes 
Meu coração se aflige por tanta abstinência humanitária
Meu corpo paralisa e se junta aos excrementos

“A cada momento de solidão me sinto cheio de virtudes
A solidão me devora, minha amiga e amável companheira
Faço necessário o ócio, mesmo que distante de muito 
Construo meu ego, meu caráter, e loucuras abstratas
Enquanto todos dormem,  observo-lhes”

Humanos errantes e degradantes expurgos
Humanos farsantes e amorosos estúpidos

Desacreditado e mal visto, pobre meio termo interrogativo
A visão de dependência amorosa e social 
A visão egoísta tapando o medo da solidão
Erros nunca corrigidos, porém sempre esquecidos  

Quando viveremos numa margem sentimental intocável e infalível ?

Vejo o quanto as pessoas não reparam nos olhares
Vejo o quanto as pessoas esquecem, que o corpo é uma arte mística

Há duas noites, vi uma estrela cadente 
no meio da cidade se desprender de outra estrela numa noite linda

Quantos viram isso ?

Não enxergamos nada além dum reflexo no espelho ?
Anencéfalos felizes

Seremos cegos 
Seremos poeira do tempo
Seremos história da vergonha
Seremos os males de um vão

Subjeção ao seu Deus ...

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