Sob fortes desejos alheios
Me domino ainda mais perante olhos incandescentes
Diante essas mentes dementes
Meu coração se aflige por tanta abstinência humanitária
Meu corpo paralisa e se junta aos excrementos
“A cada momento de solidão me sinto cheio de virtudes
A solidão me devora, minha amiga e amável companheira
Faço necessário o ócio, mesmo que distante de muito
Construo meu ego, meu caráter, e loucuras abstratas
Enquanto todos dormem, observo-lhes”
Humanos errantes e degradantes expurgos
Humanos farsantes e amorosos estúpidos
Desacreditado e mal visto, pobre meio termo interrogativo
A visão de dependência amorosa e social
A visão egoísta tapando o medo da solidão
Erros nunca corrigidos, porém sempre esquecidos
Quando viveremos numa margem sentimental intocável e infalível ?
Vejo o quanto as pessoas não reparam nos olhares
Vejo o quanto as pessoas esquecem, que o corpo é uma arte mística
Há duas noites, vi uma estrela cadente
no meio da cidade se desprender de outra estrela numa noite linda
Quantos viram isso ?
Não enxergamos nada além dum reflexo no espelho ?
Anencéfalos felizes
Seremos cegos
Seremos poeira do tempo
Seremos história da vergonha
Seremos os males de um vão
Subjeção ao seu Deus ...
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