quinta-feira, 4 de março de 2010

Cume de sonhos

Via montanhas como se fossem miragens
São meus olhos que destorcem meus sonhos
Quando sonhei que estaria no mais alto cume
Cai do mais profundo sonho
Sobre todas as coisas entenderei
seus sentidos egocêntricos e irredutíveis
No mundo vi de todos os tamanhos
Aqueles desastres n’alma dos seres
Haviam montanhas por todos os lados
E derrubei-as aos poucos com o eco de meus sonhos
Montanhas não são problemas irremovíveis
Por isso sonhei o tempo todo
Todo o tempo estive sobre eles
Sobre eles encarei as vontades alheias
Vontades alheias que por fim estarão de baixo das montanhas
Montanhas que assim não serão miragens
Nem ao menos trincarão com o eco de nossas palavras
pois pensam que não haverá mais
aquela robusta rocha a nossa frente
Apenas vou admirar e explorar sua naturalidade
e talvez nela sonhar mais uma vez

Um comentário:

TSTD disse...

Bom, só estive uma vez na Cooperifa, mas gostei bastante; quero recitar algo por lá mas ainda preciso tomar uma dose de coragem. Acho seus textos bem inspiradores e envolventes, seria legal escutá-los também.