Já estou no fim sem ao menos ter me mexido
Pequenas coisas refletem em meus olhos secos
Cheios de desprezos, incoerências
No abismo me vi cair sem gritar de desespero
Sem sentir o vento no rosto
Vi todos passarem sem perguntar o porque
Sem terem o que fazer por mim
ou pela minha alma acuada e negra
O mais perto do fogo chegarei
O mais perto da luz temerei
E os anjos perderão suas assas ao me tocar
O abismo não tem fim
A sublime rosa em minha frente
Me da esperanças de um belo dia
Até mesmo depois do remate
Buscarei o belo dentre os espelhos a minha frente
Que me mostram as paredes caindo sobre mim
No fim da caminhada meus pés estarão gastos, sujos e rachados
Sentirei o fogo queimar as feridas
Pois tentaram me embriagar do mundo
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